quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Doulas



O que significa "doula"

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a Doula faz?

Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..

Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A Doula e o Pai

A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.

Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a Doula não faz?

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.

Vantagens

As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:

diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados. (Fonte: www.doulas.com.br)

E vc, teve ou pretende ter uma doula acompanhando seu parto?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Meu relato de parto


Dia 29/04 - 40s e 1 dia, tinha consulta semanal de acompanhamento na Casa de Parto do Sapopemba, onde ele nasceria. Nessa semana eu havia andado mto e praticado bastante os 3 hots. Estava sentindo umas coisas estranhas, que tava em dúvida se era contração ou não. Lá tive meu primeiro toque e pra minha surpresa: 4cm - sem nenhuma dor!!
A obstetriz achava q nasceria naquela noite mesmo. Fui pra casa, dormi normalmente...
Dia 30/04- acordei 13h da tarde, tomei uma vitamina de abacate e: UI! Senti a primeira contração...
Comecei a marcar e estavam mto irregulares ainda. Fiquei trabalhando on-line e falando com meu marido, contava pra ele via Msn cada contração.
Só 15h30 que pedi pra ele vir pra casa (ele trabalha na Zona Sul, moro na Zona Norte e a Casa de Parto é na Zona Leste). Umas 17h00 ele chegou, e eu tava rebolando que nem doida pela casa, pq era gostoso!

Ainda fiz minha mala, me arrumei , aí já estavam de 3 em 3 minutos as contrações e saímos pra nossa viagem, no horário de rush. No caminho, em plena Radial Leste em TP, eu colocava a cabeça na janela e imaginava que todos estavam vendo que eu iria ter nenêm!! Era engraçado! E me ajudava a distrair, pq as contrações já estavam de menos de 2 em 2 minutos.
Cheguei na Casa de Parto e tinha uma moça sendo examinada, tive que ficar esperando.
Só sei que 19h lá fui eu fazer o cardiotoco e o toque: 7 pra 8cm de dilatação!!
Já troquei de roupa e fui pro banho, depois pra banheira, depois tentei ficar de cócoras. Mas doia demais!! Não conseguia... E as enfermeiras super fofas, fazendo massagem.
Eu ouvia música, não qria mais. Sentia calor, sentia frio. Queria meu marido, queria ficar sozinha. Nunca estive tão inconstante!
Só sei que a dor começou a apertar e eu nao arrumava jeito pra ficar. Mordia meu marido a cada contração, coitado. Pq eu mordia forte mesmooo.
Quis is pro banheiro e por incrível que pareça, lá eu me achei: Na privada!!

Eu tinha que fazer força e na privada eu me sentia bem, me sentia relaxada. Só que a cada contração, eu puxava o cabelo da enfermeira. Eu tava muito louca nessa hora, tudo parecia um sonho, eu lá na privada, pelada e descabelada e todo mundo calmamente me olhando.
Eu sou mto inquieta e no parto não foi diferente. Mas chegou uma hora que me falaram que eu já estava há mto tempo com dilatação total, precisava me concentrar.
Eu tava mole, achava que não teria forças. Mas me concentrei! Meu marido disse que já podia ver o cabelinho e isso me animou... mas parece que era difícil fazer força. Que mané força de cocô oq!!
Parecia que eu estava há dias lá, tudo girava e eu estava em transe. Até que tomei bronca da enfermeira :( Ela disse que meu filho precisava de mim... e poxa, eu sabia disso!! Mas achava que não ia conseguir. Eu me sentia capaz, me sentia feroz, mas eu gritava e isso só atrapalhava.
Então fui de novo pra privada querida, e a enfermeira disse q eu tava indo bem. Mas comentou algo de episio e eu virei o bichooo!! Me deu um medo danado e eu travei.
Voltei pra cama, força, mais força.
Ta quase! Ta quase!
Até q ela disse que os batimentos dele estavam caindo, que faria episio. Aí eu chorei, esgoelei que não queria, tentei força mais uma vez. E então cedi...
Foi rápido, pq em 1 minuto ele nasceu! Nem senti o tal círculo de fogo. Só queria ver meu bebê! Ele chorava muito e tinha uma cabeça de cone. Mas era lindoo!
Ficou um tempão no meu colo, até fez cocô...
Aquela cena, o cheiro, o meu cansaço, o chorinho dele... fez eu me sentir mto poderosa!

Então, assim nasceu Rafael *-*

30/04/2010 às 22h15
3,550kg e 51 cm- apgar 9/10.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mitos da Amamentação

Cinco mitos de amamentação que você provavelmente acreditava serem fatos!

Há tantas barreiras para o sucessso da amamentação que muitas mulheres desanimam e mesmo as que querem amamentar acabam desistindo.
Profissionais da saúde frequentemente atrapalham a amamentação – as vezes até consultoras de amamentação podem dar maus conselhos!
Não é surpresa alguma que as taxas de amamentação no nosso país são tão baixas, não é?

Por isso é tão importante realmente prestar atenção quando alguém tenta lhe explicar alguma informação corrompida e discutir as razões pelas quais amamentação não deu certo para você. Mesmo que seja tarde demais para você, a cada vez que você discute a situação com alguém, você pode tentar desmistificar tudo que foi responsável pelo seu insucesso. Então talvez não deu certo para você, mas alguém pode amamentar graças a sua ajuda!


Então vamos lá- as razões pelas quais as mulheres não amamentaram e porque não são verdadeiras:

1) "Não importa quanto tempo espero entre mamadas, meus peitos nunca estão cheios "

Por alguma razão as pessoas tem a idéia de que os peitos tem que estar cheios, ou não há leite, e que precisam de tempo para encher antes de poder amamentar novamente.

Graças a Deus isso não é verdade, porque seios engurgitados (cheios) o tempo todo podem ser bem desconfortáveis!

Felizmente você só sente os peitos cheios quando o leite vem pela primeira vez porque seu corpo produz inicialmente muito leite (e se você tiver trigêmeos para amamentar?) e então a quantidade de leite produzido começará a se estabilizar conforme a quantidade que seu bebê precisa. Se você esperar que os peitos sintam cheios antes de amamentar, você esperou tempo demais e estará sinalizando seu corpo para produzir menos leite, prejudicando assim sua produção de leite, o que também resultará num bebê faminto!

Após isso, a amamentação está estabelecida e seu suprimento de leite está bem (o que é feito amamentando em livre demanda), a única vez que sentirá o peito cheio é se você pular uma mamada.

(Peito é fábrica, não estoque)

2) "Ao menos que você tenha uma alimentação realmente saudável, seu leite materno não é melhor que fórmula."


Também extremamente falso. Na verdade, assim como na gravidez, má nutrição traz mais prejuízos a você do que para o bebê porque você é designada a reproduzir e continuar a espécie, então seu corpo é feito para se importar mais com o bebê do que contigo! Se você não se alimentar adequadamente, seu leite ainda é fabuloso- mas está sugando nutrientes do seu corpo e nutrientes que você precisa para ser saudável.

O único risco de amamentar um bebê quando a mãe não tem uma alimentação adequada é que a mãe poderá não produzir leite suficiente, e isso é mais ligado a hidratação do que a nutrição.
Portanto, dá-lhe água!

3) "Meu bebê é alérgico ao meu leite materno!"


Agora, antes de falar que isso é falso, pode não ser- mas as chances do bebê ter alergia a leite materno ou lactose em qualquer forma, condição chamada galactosemia, são extremamente baixas. Isso afeta somente 47 bebês nos EUA por ano.
Então é seguro dizer que essa condição é extremamente rara.

Então, enquanto essa alergia honestamente existe, e bebê não tem escolha senão se alimentar de formula a base de soja ou carne, o mito que estou comentado aqui é de pessoas que dizem que os bebês eram alérgicos ao leite materno e os desmamam com 2 semanas, 5 semanas, etc.

Enquanto possa parecer uma alergia ao leite materno, na verdade é uma alergia a proteina do leite de VACA (ou soja) que passa para seu leite, então você não tem que desmamar seu bebê- você só tem que fazer uma dieta de restrição de leite de vaca ou soja e derivados. Não é razão para desmamar- é preciso somente um esforço por parte da mãe.

4) "Tive que dar LA para meu bebê até o leite descer, já que desceu somente no quinto dia!"

Seus seios já produzem colostro antes mesmo do bebê nascer, e é tudo que o bebê precisa!
Quando uma mãe ouve que o colostro se mede em colherzinhas de chá do que em mililitros, ela frequentemente tem dúvidas se é realmente suficiente para os bebês. A resposta curta é que colostro é a única alimentação que bebês nascidos a termo necessitam. As explicações a seguir:

O estômago de um bebê de 1 dia tem a capacidade de cerca de 5-7 ml, ou do tamanho de uma bolinha de gude.

Seu colostro é justamente o volume próprio para as primeiras mamadas do bebê!
No terceiro dia, a capacidade do estômago do bebê aumentou para 22 ml- 30 ml (0.75- 1 oz), ou mais ou menos do tamanho de uma bolinha de gude média. Mamadas pequenas e frequentes garantem que seu bebê se nutra de tudo que precisa.

Por volta do sétimo dia a capacidade do estômago do bebê é agora cerca de 44- 60 mL (1.5-2 oz), ou mais ou menos o tamanho de uma bola de pingue pongue.

Mamadas frequentes asseguram que o bebê se nutra de todo LM que precise, e sua produção de leite se ajuste conforme a demanda.

Então veja, RNs quase precisam de pouco volume de alimento e se você der mais do que seus estômagos diminutos possam lidar provoca vômitos.

Como todos sabem, amamentação obedece a lei da oferta e demanda, então se você complementar no primeiro dia você já está mandando a mensagem para seu organismo para fazer menos leite. Então, quando o leite propriamente ditto descer (o que demora uma média de 3-5 dias ou mais!), você terá menos leite por causa do complemento.


Confie que seu corpo pode produzir leite suficiente na primeira semana de vida, e planeje que seu bebê tenha acesso irrestrito ao peito o dia todo e a noite também- é perfeitamente normal para um RN mamar 12 vezes ao dia, , algumas vezes em intervalos de 40-50 minutos. Isso não é sinal de pouco leite.

5) Um jornalista bem intencionado, mas totalmente enganado, escreveu no site Parenting . com "(...)Como o bebê foi prematuro foi necessário suplementar com formula especial por 6 semanas para compensar o fosfato que ele perdeu no útero."

É verdade que alguns bebês prematuros necessitam de formula especial se você não amamenta, não é verdadeiro afirmar que todos prematuros precisam de formula ao inves de leite materno.

Na verdade, é o oposto. Não somente leite materno se modifica e se adapta a bebês prematuros (nos bancos de leite é chamado de ‘leite prematuro’ se ordenhado de mãe de prematuros de 36 semanas de gestação ou menos, diferente do ‘leite a termo’ dos outros).
Essa modificação INCLUE extra fósforo. Informação sobre amamentação de prematuros-

Estudos mostram que, enquanto a formula especial para alimentar prematuros ajuda os bebês a ganharem peso mais rapidamente, bebês prematuros amamentados desenvolvem melhor suas habilidades motoras, físicas e cognitivas e são liberados da UTI neonatal mais rapidamente.

Bebês amamentados no peito são liberdados da UTI neonatal em media 2 semanas mais cedo do que os que tomam fórmula.

E também prematuros que tomam LM escapam do risco de enterocolite necrosante que os bebês que tomam fórmula continuam tendo.

Para mães que estão tendo dificuldades com ordenha de LM suficiente, leites de bancos de leite dão prioridade especial a bebês em UTIs neonatais, que tem muito a ganhar com o LM. Ligue para uma líder da La Leche League ou vá a alguma reunião, ou de outros grupos de apoio a amamentação na sua área, e obtenha dicas para aumentar sua produção de leite, como usar o sistema de sonda de relactação (SNS).

Então é isso. Se algum desses mitos afetou sua amamentação, espero que você pegue essa informação que agora tem, pesquise e se informe ainda mais, e discuta os fatos reais quando porventura conversar sobre amamentação com amigas, conhecidas, familiares. Assim, ninguém mais cairá nas armadilhas que você caiu. . Talvez valha a pena até apresentar esse novo conhecimento e informações para quem quer que seja que te repassou mitos em primeiro lugar.

Enfim, uma das melhores coisas que você aprende com seus erros é a habilidade de ser pró-ativa para ajudar outras pessoas a não repetirem os mesmos erros!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Humanização do parto: mais que um direito da mulher.

Pra começar, vou falar de HUMANIZAÇÃO. Um termo básico, e ultimamente muito usado. Que nada mais é que o direito que a mulher tem de protagonizar o parto, e ter todos seus direitos atendidos prontamente. É a mulher e o bebê agindo em um trabalho de dupla, sem intervenções desnecessárias.

O que é parto humanizado?

"Parto humanizado é aquele em que a parturiente tem o direito de ver o seu corpo agir e tendo as suas vontades respeitadas dentro do trabalho de parto. Um parto humanizado é um evento fisiológico, onde a mãe e o bebê têm a feliz e saudável oportunidade de completar o ciclo biológico da vida dentro das condições que o organismo oferece.
Pode ser que não seja totalmente natural, mas ainda assim, ocorrendo por via baixa e preservando-se o protagonismo da mãe e do bebê, jamais deixará de ser um parto humanizado.

Cesárea ELETIVA é humanizada? De forma alguma! Afinal, o desejo da mãe e a conveniência médica foram devidamente respeitadas, mas e quanto ao bebê? Estava na hora de sair pra vida extra-uterina? Houve algum benefício fisiológico ou, ao menos, a menor tentativa e incentivo para que ciclo biológico da vida tivesse tempo de se concluir?

Como enxergar humanização em etapas que são grotescamente atropeladas? Como querer vincular um conceito tão bem expresso a um ato cirúrgico usado de maneira equivocada? Vide exemplos de gestantes que diariamente recebem o "diagnóstico" de circular de cordão, por exemplo, como justificativa pra se marcar uma cirurgia desnecessária."

Para a mulher garantir que o parto seja realmente humanizado, existem três coisas essenciais: A equipe, um plano de parto, e a plena consciência de que ela pode parir! O acompanhamento de uma doula ajuda muito também, pelo apoio emocional principalmente.

Em breve falarei mais sobre as "santas" Doulas...

E o seu parto, foi humanizado? Você realmente protagonizou esse momento inesquecível ou deixou que o médico tomasse as rédeas?

Foto de um parto normal humanizado

sábado, 25 de setembro de 2010

Maternidade Ativa

Aqui estou eu, após tantas leituras, tantos debates, tanto (mas ainda tão pouco) aprendizado.

Há um ano me iniciava nesse universo maternal, nesse mundo tão amplo e cheio de mistérios; que mal sabia eu, estava prester a tomar conta da minha vida.

Então resolvi parar para explanar o que é essa tal maternidade ativa, que tantas pregam com fervor?!

O que eu sabia disso tudo? Eu até sabia trocar fraldas, achava que daria conta facilmente de, um dia pro outro, virar mãe.

Mas maternidade pra mim era: cesáreas, carrinhos, chupetas, berços, roupinhas frufrus, cercadinhos e chazinhos-de-camomila.

Tudo errado!

Descobri o oposto do oposto... por isso aqui estou eu. Para contar e discutir um pouco sobre tudo que começa, sobre a mãe que se descobre, quando uma nova vida resolve vir ao mundo.

E pra você, o que é a Maternidade?














Pintura: "Mãe e Filho" Gustav Klimt

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