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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que é Livre Demanda?

Provavelmente, você já escutou que o peito se dá a demanda. Mas é fácil que lhe tenham explicado mal. Muitas vezes a mulherada acha que está amamentando a livre demanda, mas não está. Aqui em casa é peito toda hora, sem esperar chorar, porque isso seria sinal de que o Rafael já está esfomeado. Ele mama mais ou menos de duas em duas horas, mas como eu nunca olho relógio, não me ligo nisso. Ele mama quando quiser e pelo tempo que estiver com vontade (muitooo, rs). Estamos amamentando exclusivo e em LD há 5 meses e 20 dias e quase chegamos em 9kg. Peito e relógio, definitivamente, não combinam!

É muito difícil erradicar da nossa cultura essa obsessão coletiva com os horários das mamadas. Parece que sempre foi assim. Alguns, ao ouvir falar da livre demanda, acham que é um invento dos hippies e com semelhante despropósito vamos criar uma geração de selvagens indisciplinados. Mas é justo o contrário, dar o peito à demanda é que sempre foi assim e os horários são uma invenção moderna. É verdade que algum médico romano já havia falado de horários, mas foi um caso isolado e naquele tempo as mães não perguntavam aos médicos como tinham que dar o peito. Praticamente todos os médicos do séc.XVIII recomendavam a amamentação a demanda (ou não recomendavam nada, porque, como a amamentação não é uma doença, os médicos não se ocupavam muito desse tema). Só a princípios do séc.XX começaram quase todos os médicos a recomendar um horário e mesmo assim poucas mães o seguiam, porque não havia saúde pública e os pobres não iam ao médico se não estivessem muito doentes. Só quando as visitas ao pediatras começaram a converter-se numa cerimônia regular, em meados do século passado, começaram as mães a tentar seguir um horário, com péssimos resultados.

Muita gente(mães, familiares, médicos ou enfermeiras) lê ou ouve isso de livre demanda e pensa: “Sim, claro, não é necessário ser rígidos com as três horas. Se chora 15 min. antes, pode-se dar o peito e também não é necessário acordá-lo se está dormindo”. Ou então: “Sim, claro, a demanda, como sempre disse, nunca antes de duas horas e meia nem mais tarde que quatro”. Tudo isso não é a demanda; são só horários flexíveis, que claro que não são tão ruins como os horários rígidos, mas continuam causando problemas. Livre demanda significa em qualquer momento, sem olhar o relógio, sem pensar no tempo, tanto se o bebê mamou faz 5 horas quanto se mamou faz 5 minutos.

Mas, como pode ter fome aos cinco minutos? Imagine que está criando o seu filho com mamadeira. Ele costuma tomar 150ml e, de repente, um dia, o bebê só toma 70 ml. Se aos cinco minutos, parece que tem fome, você dá os 80 ml ou pensa: “Como pode ter fome se faz só cinco minutos que tomou a mamadeira?”. Tenho certeza que todas as mães dariam a mamadeira sem duvidar um único minuto, de fato, muitas passariam mais de uma hora tentando meter a mamadeira na boca do bebê a cada cinco minutos. Pois bem, se um bebê solta o peito e ao cabo de cinco minutos parece ter fome, pode ser que só tenha mamado a metade. Talvez tenha engolido ar e se sentia incômodo e agora que arrotou já pode continuar mamando. Talvez tenha se distraído ao ver uma mosca e agora a mosca já se foi e ele percebeu que ainda tem fome. Talvez tanha se enganado, achou que estava satisfeito e agora mudou de opinião. Em todo caso, só esse bebê, nesse momento, pode decidir se precisa mamar ou não. Um especialista que escreveu um livro na sua casa no ano passado ou faz um século, ou a pediatra que viu o bebê na quinta passada e lhe recomendou um horário não podem saber que seu filho hoje, às 14:45 da tarde ia ter fome. Isso seria atribuir-lhes poderes sobrenaturais.

E qual o tempo máximo? É preciso acordá-los? Quantas horas podem estar sem mamar? Em princípio, as horas que queira. Um bebê saudável, que engorda normalmente, não precisa ser acordado. É distinto o caso de um bebê que está doente ou não aumenta normalmente de peso. Um bebê pode estar tão fraco que não tem força para pedir o peito. Nesses casos, é preciso oferecer o peito com mais frequência. Isso também pode aplicar-se aos recém-nascidos.

Quando o bebê dorme muito, muitas vezes não é preciso acordá-lo, mas sim estar atento aos seus sinais de fome. À demanda não significa dar o peito cada vez que chore. O choro é um sinal tardio de fome. Do momento que uma criança maior tenha fome até que chore podem passar várias horas. Do momento que um bebè tem fome até que chore podem passar alguns minutos, ou até mais, dependendo da personalidade do bebê. Mas é raro, que nada mais ter fome, comece a chorar. Antes disso terá mostrado sinais precoces de fome: uma mudança no nível de atividade (acordar, mexer-se), movimentos com a boca, movimentos de procura com a cabeça, barulhinhos, por as mãozinhas na boca...então, é quando se deve pô-lo no peito, não esperar que chorem. Se um bebê que está fraco porque perdeu peso está sozinho no seu quarto, fora da vista dos seus pais, é provável que dê estes sinais e ninguém perceba e ele volte a dormir por cansaço.

Dar o peito à demanda não significa que mame o que mame o bebê, sempre seja normal. Pois bem, também existem valores normais para a frequência e a duração das mamadas. O problema é que não sabemos quais os valores normais para o ser humanos. Porque o ser humano vive em sociedades, em civilizações, com nossas crenças e normas. As espanholas, há trinta anos, davam o peito dez minutos cada quatro horas. Não faziam o que queriam, o normal, mas sim o que havia indicado o médico ou o livro. Se no Alto Orinoco existe uma tribo que dá o peito cinco minutos a cada hora e meia, isso é o natural ou é o que recomenda o xamã da tribo?

Inclusive dentro da Europa há diferenças. Num estudo multinacional sobre crescimento dos bebês, observaram com surpresa que o número médio de mamadas ao dia aos dois meses de idade ia desde 5,7 em Rostock (Alemanha) até 8,5 no Porto, passando por 6,5 em Madrid ou 7,2 em Barcelona. Mulheres de cultura muito similar, que supostamente estão dando o peito à demanda. Como é possível que os bebês demandem mais peito num país que no outro?

A resposta é simples, mas inquietante. Acontece que a amamentação a demanda, o conceito em torno do qual gira esse livro não existe. Não existe porque os bebês não sabem falar. Se um bebê falasse, um observador imparcial poderia certificar: “Efetivamente, essa mãe está dando o peito à demanda”, porque às 11:23 a menina disse: “Mamãe, peito” e às 11:41 voltou a pedir, mas não lhe deu o peito até que pediu por terceira vez, às 11:57. Como os bebês não falam, fica a critério da mãe decidir quando está demandando ou não. Dois bebês choram, uma mãe lhe dá o peito no mesmo instante e a outra olha o relógio e diz: “Fome não é, porque não faz nem uma hora e meia que mamou, devem ser os dentes” e lhe dá um mordedor. Dois bebês mexem a cabecinha e a boca procurando peito. Uma mãe dá o peito, a outra nem percebe porque o bebê estava no berço e a mãe não o via. Dois bebês dizem: “angu”. Uma mãe pensa: “Ui, já acordou” e o põe no peito e a outra o olha embevecida e diz: “que lindo, já diz angu!”.

Por último, recordar que à demanda não só significa quando o bebê quer, mas também quando a mãe quer. É claro que as necessidades de um recém-nascido são totalmente prioritárias. Mas, à medida que o bebê cresce, cada vez sua mãe tem mais possibilidades de decidir quando dá o peito ou não. Vale ressaltar que um horário rígido é inadequado em qualquer idade e sempre convém que o bebê decida a maioria das mamadas. Mas não há problemas em adiantar ou atrasar um pouco alguma das mamadas.

Assim que, ao contrário do que muita gente pensa, a livre demanda não é uma escravidão, mas sim uma liberação para a mãe. A maioria das vezes pode fazer o que quer o seu filho, de modo que o bebê está feliz e não chora e portanto, a mãe também está feliz e não chora. E de vez em quando pode fazer o que ela quer. A escravidão é o relógio.

Como vc amamenta?

sábado, 2 de outubro de 2010

Muitas mulheres não sabem amamentar

Apesar de tantas campanhas e de ninguém questionar as vantagens, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar.

O estudo, do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí, foi apresentado em um congresso de bancos de leite, que acontece em Brasília.

A pesquisa avaliou 1.800 mulheres que deram à luz entre fevereiro e março deste ano. Delas, 435 -24% do total- apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê.

O que justifica o índice, diz a nutricionista Vanessa Paz Lima, coordenadora do levantamento, é a falta de informação sobre os modos corretos de amamentar e de prevenir esses problemas.

"Falta educação", concorda a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "É preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois." A mama cheia, que foi o problema mais recorrente, está diretamente relacionada à falta de informação. Se a mãe não sabe que deve alimentar o bebê periodicamente, o peito enche e o bebê só vai abocanhar o bico, o que pode levar a fissuras.

"O correto é que ele abocanhe toda a região da aréola, que é onde ficam os sacos de leite, e não o bico", explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.

Para isso, a posição correto do bebê é fundamental: a cabeça deve estar recostada na curva do braço da mãe e o corpo alinhado ao dela.
O mau posicionamento também pode até causar fissuras nos mamilos, o que leva a dores nas mamadas.

Nesses casos, recomenda-se que a mãe hidrate o bico do seio com o próprio leite ao final da mamada. "Ele também protege contra infecções", diz Danielle Silva.

FALTA DE APOIO

O segundo problema mais frequente foi a baixa produção, que é evitada dando de mamar com frequência.

"O maior problema é a falta de apoio. Muitos pediatras não sabem orientar direito", acredita Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice, de apoio à amamentação.

Todas essas orientações, segundo Vanessa Paz Lima, devem ser passadas à mãe logo no pré-natal e devem continuar nos dias seguintes ao nascimento do bebê.

"Se, durante a internação do pós-parto, identificarmos que a mãe apresenta algum problema para amamentar, ela passa a receber uma orientação intensiva e só recebe alta se tiver entendido os procedimentos", afirma.

Segundo ela, o importante é que haja conforto durante o aleitamento: "Qualquer condição que provoque dor pode interferir na amamentação e desestimulá-la".

Danielle Silva completa: "A Organização Mundial da Saúde preconiza seis meses de aleitamento exclusivo. Isso não apenas nutre, como protege contra infecções".


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Nacional da doação do Leite Materno

1. de outubro é o dia pra vc parar, pensar e doar!

O Dia Nacional de Doação de Leite Materno é uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde. A data tem como objetivo destacar a importância da doação de leite e estimular as mulheres a tornarem-se doadoras.

Doar leite é muito mais fácil do que imagina-se, basta boa vontade e potes de vidros com tampas plásticas (possíveis de serem esterelizados). Bombinha elétrica? Claro que não é necessário! Eu mesma consigo só na ordenha manual tirar de 80 a 100ml por vez. Mas como eu disse, tem que ter força de vontade e pensamento focado no bebê.

Mas vou explicar diretinho todo esse processo:

Quem pode ser doadora de leite humano?

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.

De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil, a doadora além de apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

Como doar?

Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano. Encontre aqui o endereço mais perto de você.

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?

- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue;
- Você poderá usar quando estiver seco.

Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.

Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:

1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?

Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.



Massageie as mamas com as polpas dos dedos

começando na aréola (parte escura da mama) e,

de forma circular, abrangendo toda mama.




É ideal que o leite seja retirado de forma manual:




- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.


Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você.

Como guardar o leite retirado para doação?

O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer.
Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.
O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.
O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mitos da Amamentação

Cinco mitos de amamentação que você provavelmente acreditava serem fatos!

Há tantas barreiras para o sucessso da amamentação que muitas mulheres desanimam e mesmo as que querem amamentar acabam desistindo.
Profissionais da saúde frequentemente atrapalham a amamentação – as vezes até consultoras de amamentação podem dar maus conselhos!
Não é surpresa alguma que as taxas de amamentação no nosso país são tão baixas, não é?

Por isso é tão importante realmente prestar atenção quando alguém tenta lhe explicar alguma informação corrompida e discutir as razões pelas quais amamentação não deu certo para você. Mesmo que seja tarde demais para você, a cada vez que você discute a situação com alguém, você pode tentar desmistificar tudo que foi responsável pelo seu insucesso. Então talvez não deu certo para você, mas alguém pode amamentar graças a sua ajuda!


Então vamos lá- as razões pelas quais as mulheres não amamentaram e porque não são verdadeiras:

1) "Não importa quanto tempo espero entre mamadas, meus peitos nunca estão cheios "

Por alguma razão as pessoas tem a idéia de que os peitos tem que estar cheios, ou não há leite, e que precisam de tempo para encher antes de poder amamentar novamente.

Graças a Deus isso não é verdade, porque seios engurgitados (cheios) o tempo todo podem ser bem desconfortáveis!

Felizmente você só sente os peitos cheios quando o leite vem pela primeira vez porque seu corpo produz inicialmente muito leite (e se você tiver trigêmeos para amamentar?) e então a quantidade de leite produzido começará a se estabilizar conforme a quantidade que seu bebê precisa. Se você esperar que os peitos sintam cheios antes de amamentar, você esperou tempo demais e estará sinalizando seu corpo para produzir menos leite, prejudicando assim sua produção de leite, o que também resultará num bebê faminto!

Após isso, a amamentação está estabelecida e seu suprimento de leite está bem (o que é feito amamentando em livre demanda), a única vez que sentirá o peito cheio é se você pular uma mamada.

(Peito é fábrica, não estoque)

2) "Ao menos que você tenha uma alimentação realmente saudável, seu leite materno não é melhor que fórmula."


Também extremamente falso. Na verdade, assim como na gravidez, má nutrição traz mais prejuízos a você do que para o bebê porque você é designada a reproduzir e continuar a espécie, então seu corpo é feito para se importar mais com o bebê do que contigo! Se você não se alimentar adequadamente, seu leite ainda é fabuloso- mas está sugando nutrientes do seu corpo e nutrientes que você precisa para ser saudável.

O único risco de amamentar um bebê quando a mãe não tem uma alimentação adequada é que a mãe poderá não produzir leite suficiente, e isso é mais ligado a hidratação do que a nutrição.
Portanto, dá-lhe água!

3) "Meu bebê é alérgico ao meu leite materno!"


Agora, antes de falar que isso é falso, pode não ser- mas as chances do bebê ter alergia a leite materno ou lactose em qualquer forma, condição chamada galactosemia, são extremamente baixas. Isso afeta somente 47 bebês nos EUA por ano.
Então é seguro dizer que essa condição é extremamente rara.

Então, enquanto essa alergia honestamente existe, e bebê não tem escolha senão se alimentar de formula a base de soja ou carne, o mito que estou comentado aqui é de pessoas que dizem que os bebês eram alérgicos ao leite materno e os desmamam com 2 semanas, 5 semanas, etc.

Enquanto possa parecer uma alergia ao leite materno, na verdade é uma alergia a proteina do leite de VACA (ou soja) que passa para seu leite, então você não tem que desmamar seu bebê- você só tem que fazer uma dieta de restrição de leite de vaca ou soja e derivados. Não é razão para desmamar- é preciso somente um esforço por parte da mãe.

4) "Tive que dar LA para meu bebê até o leite descer, já que desceu somente no quinto dia!"

Seus seios já produzem colostro antes mesmo do bebê nascer, e é tudo que o bebê precisa!
Quando uma mãe ouve que o colostro se mede em colherzinhas de chá do que em mililitros, ela frequentemente tem dúvidas se é realmente suficiente para os bebês. A resposta curta é que colostro é a única alimentação que bebês nascidos a termo necessitam. As explicações a seguir:

O estômago de um bebê de 1 dia tem a capacidade de cerca de 5-7 ml, ou do tamanho de uma bolinha de gude.

Seu colostro é justamente o volume próprio para as primeiras mamadas do bebê!
No terceiro dia, a capacidade do estômago do bebê aumentou para 22 ml- 30 ml (0.75- 1 oz), ou mais ou menos do tamanho de uma bolinha de gude média. Mamadas pequenas e frequentes garantem que seu bebê se nutra de tudo que precisa.

Por volta do sétimo dia a capacidade do estômago do bebê é agora cerca de 44- 60 mL (1.5-2 oz), ou mais ou menos o tamanho de uma bola de pingue pongue.

Mamadas frequentes asseguram que o bebê se nutra de todo LM que precise, e sua produção de leite se ajuste conforme a demanda.

Então veja, RNs quase precisam de pouco volume de alimento e se você der mais do que seus estômagos diminutos possam lidar provoca vômitos.

Como todos sabem, amamentação obedece a lei da oferta e demanda, então se você complementar no primeiro dia você já está mandando a mensagem para seu organismo para fazer menos leite. Então, quando o leite propriamente ditto descer (o que demora uma média de 3-5 dias ou mais!), você terá menos leite por causa do complemento.


Confie que seu corpo pode produzir leite suficiente na primeira semana de vida, e planeje que seu bebê tenha acesso irrestrito ao peito o dia todo e a noite também- é perfeitamente normal para um RN mamar 12 vezes ao dia, , algumas vezes em intervalos de 40-50 minutos. Isso não é sinal de pouco leite.

5) Um jornalista bem intencionado, mas totalmente enganado, escreveu no site Parenting . com "(...)Como o bebê foi prematuro foi necessário suplementar com formula especial por 6 semanas para compensar o fosfato que ele perdeu no útero."

É verdade que alguns bebês prematuros necessitam de formula especial se você não amamenta, não é verdadeiro afirmar que todos prematuros precisam de formula ao inves de leite materno.

Na verdade, é o oposto. Não somente leite materno se modifica e se adapta a bebês prematuros (nos bancos de leite é chamado de ‘leite prematuro’ se ordenhado de mãe de prematuros de 36 semanas de gestação ou menos, diferente do ‘leite a termo’ dos outros).
Essa modificação INCLUE extra fósforo. Informação sobre amamentação de prematuros-

Estudos mostram que, enquanto a formula especial para alimentar prematuros ajuda os bebês a ganharem peso mais rapidamente, bebês prematuros amamentados desenvolvem melhor suas habilidades motoras, físicas e cognitivas e são liberados da UTI neonatal mais rapidamente.

Bebês amamentados no peito são liberdados da UTI neonatal em media 2 semanas mais cedo do que os que tomam fórmula.

E também prematuros que tomam LM escapam do risco de enterocolite necrosante que os bebês que tomam fórmula continuam tendo.

Para mães que estão tendo dificuldades com ordenha de LM suficiente, leites de bancos de leite dão prioridade especial a bebês em UTIs neonatais, que tem muito a ganhar com o LM. Ligue para uma líder da La Leche League ou vá a alguma reunião, ou de outros grupos de apoio a amamentação na sua área, e obtenha dicas para aumentar sua produção de leite, como usar o sistema de sonda de relactação (SNS).

Então é isso. Se algum desses mitos afetou sua amamentação, espero que você pegue essa informação que agora tem, pesquise e se informe ainda mais, e discuta os fatos reais quando porventura conversar sobre amamentação com amigas, conhecidas, familiares. Assim, ninguém mais cairá nas armadilhas que você caiu. . Talvez valha a pena até apresentar esse novo conhecimento e informações para quem quer que seja que te repassou mitos em primeiro lugar.

Enfim, uma das melhores coisas que você aprende com seus erros é a habilidade de ser pró-ativa para ajudar outras pessoas a não repetirem os mesmos erros!
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